segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

ah queria acrescentar

que depois do desabafo anterior se virem uma moça nova com ar de tola a caminhar de forma errante por essas ruas toscas e frias, com o olhar perdido e os lábios em delirium tremens, serei provavelmente eu perfeitamente encarnada numa das personagens dramáticas do T. Williams. E para já para já, assim que chegar a casa (portanto não tão já assim) vou chorar de boca arreganhada e dentes à mostra com uma moldura encostada ao peito enquanto deslizo as costas pela parede até ser travada pelo chão para nele me prostrar.

Ou não que ainda tenho de ir fazer sopa para o jantar e passar roupa a ferro.

O coelhinho

O coelhinho terá sido, talvez, o que mais perto estive de considerar um grande amor.
Quando pensamos em pessoas que fizeram parte da nossa vida, há imagens repentinas que nos vêm à memória e que resumem basicamente o que essa pessoa deixou marcado em nós. Essas imagens ou nos fazem esboçar um sorriso, mesmo que involuntário, ou pelo contrário, nos fazem abanar um pouco a cabeça como que a querer enxotar para longe a memória. No caso dele, fico em modo sorriso continuado e, contrariando a tendência, é impossível pensar nele apenas na cama. Um homem de qualidades em e além-leito, cuja pegada ficou gravada em mim na maneira como amava servindo o amor em vez de se servir dele. Fez-me entrar tantas vezes directa da porta de entrada ao quarto para o amar quantas as que saí disparada para não discutir, porque sou cobarde e acho que na minha caverna não devem ecoar palavras que castigam mas que tantas vezes podem selar capítulos. Nós pensávamos tanto, fazíamos tudo, podíamos mais. Com ele descobri que tinha orgasmos fora e dentro do corpo, dos vários géneros, mas sobretudo dos emocionais. Com ele andei à chuva, daquela assumida e generosa, pelo passeio à beira Tejo só porque gosto e ele, não gostando mas pelo companheirismo, molhou-se. A partir dele a fasquia subiu ao ponto máximo, porque depois dele a exigência era mais que muita e ninguém que prove o sabor da perfeição se contentará depois com a mediocridade, era intenso, o homem mais intenso que conheci, apaixonado e meigo, dedicado.
Houve entretanto outras pessoas para ambos depois de termos sido um do outro e deixámos de o ser por fraqueza minha, por achar que tinha mais força para começar do zero com outro que para reacender lanternas com ele, falhei profundamente e ainda assim perdoou-me, consegue ser mais brando comigo que eu própria que me puno a ponto de achar que não tenho direito a ele, que fui fraca e aos fracos não está reservada a glória, coloco-me num cenário de sofrimento mitológico ainda que ele acredite em nós e eu, básica, sem ser capaz de sair da rocha onde estou agrilhoada suportando a fúria de mares e a impiedade solar, me deixo ficar para que as memórias me socorram, nuns raros momentos de lucidez, no quanto em tempos "eu" era um pronome plural. Lamento não passar da condição humana para chegar a ele, temos papéis diferentes. Ele é um coração profundo e capaz de dar e eu apenas um órgão compassado a bombear sangue para me manter viva.
Ele é azeite, eu uma aguardente rasca.

domingo, 22 de Novembro de 2009

Relato de uma cuequinha molhada

E acerca deste tema garanto-vos que a minha roupa interior era bem capaz de, nesta fase do campeonato, lançar à vontadinha um ensaio, uma crónica e, caso lhe dessem conversa e ela falasse, uma entrevista. A inspiração? Umas fotos em particular tiradas de uma caixa em arrumações de domingo. Só para que percebam, a figura masculina em causa tinha como nome de código "coelhinho" (e não era por causa das amêndoas nem dos ovinhos de chocolate).

Popota desmente rumores de intervenção cirúrgica















No entanto, fontes seguras garantiram a este blogue que a mesma tem sido vista a sair da clínica do dr. Ângelo Rebelo. As fotos do antes e depois não deixam dúvidas.

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Teoria da conspiração?

http://www.youtube.com/watch?v=JpOB4xkpjgQ

Este é o link em que a ministra da saúde Finlandesa toca na ferida: afinal a vacinação contra a gripe pode não ser mais que uma tentativa de baixar as taxas de natalidade no mundo. Faz sentido, por um lado, se formos a pensar que cada vez mais, face à tecnologia, a mão-de-obra será excedente, que os recursos alimentares e hídricos tendem a diminuir, além da esperança de vida ser cada vez maior. Da minha parte tenho a dizer que não tomo essa vacina. O motivo, tenho ideia de que a espécie humana ao longo dos milhares de anos que cá anda já passou por muita peste, muita catástrofe, fome, etc. Há sempre uns que caem e outros que se mantêm, é o ciclo da vida, mas servir de cobaia para algo que me parece só dá lucro às farmaceuticas, conhecidas pelas suas intenções nobilíssimas no que toca ao próximo (cof cof cof), eu não!

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Esclarecimento

De uma vez por todas, e porque a maior parte das pessoas que coonheço está convencida disto, as análises ao sangue efectuados pela medicina do trabalho NÃO contemplam o vírus do HIV. Portanto não achem que está tudo bem simplesmente porque o médico na consulta não referiu nada, porque não é assim. Se quiserem de facto saber se são portadores de algum vírus ou doença, têm de, no médico de família, pedir a credencial para fazer essa análise em particular e que, além de ser ALTAMENTE CONFIDENCIAL não vos obriga a dar conhecimento da mesma no trabalho ou a alguém que não seja o vosso médico e respectivo companheiro. Ao primeiro para que possam dar início a medicações que, estando altamente desenvolvidas, vos permitirão travar a evolução viral e ao segundo porque tem todo o direito de também ele verificar a sua saúde e respectivos tratamentos. Já no trabalho, as coisas não são assim, não acreditem nunca que a sinceridade vos valerá seja do que fôr pelo simples motivo que é uma questão pessoal e para a qual, infelizmente, a ignorância no terreno tem vindo a molestar muitas pessoas e levado-as inclusivé ao desemprego ainda que a legislação não o permita. Mas, verdade seja dita, a lei de pouco tem servido e as pessoas acabam por ser demitidas.
Não esquecer nunca que o perigo, o verdadeiro perigo da doença seja ela qual fôr, é não ser descoberta a tempo. Temamos a ignorância.

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Cantigas de Natal

Para o Natal, Para o Natal...
O meu presente eu quero que seja:
A equipa Neo-Zelandeza de Rugby,
Tra-la-la-la-la!

MEC

O Miguel Esteves cardoso aqui há uns anos quis converter-se ao judaísmo. Não sei se entretanto o fez ou não, apenas admiro o esforço por parte de uma pessoa que na altura do processo se alambardava continuamente de lavagante e que, porreirinho mesmo, era ter incluído nos talheres que levava à boca uma carne de porco à alentejana ou um coelhinho de cabidela.
Coerência, quem precisa disso?



(há uma porrada de anos que tento sem sucesso escrever coelhinho sem -inho, mas é mais forte que eu, há uma Elmira em mim que os acha queridos e os quer abraçar e amar e apertar).

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

As pessoas dividem-se em dois grupos:

O da Popota e o da Leopoldina.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Diz-me como dormes

Devo ser a única pessoa que dorme na posição "múmia descontraída" e o pior é que ainda não encontrei uma daquelas brilhantes interpretações de algibeira capazes de explicar parte da minha personalidade a partir da maneira como descanso (talvez tão fidedigna como alguma que descortine os nossos desejos a partir da maneira como enrolamos o papel higiénico ou de outra que acorde sobre as nossas frustrações a partir dos movimentos que fazemos a mastigar).
Portanto, a múmia descontraída (minha denominação) consiste em dormir de barriga para cima, com as mãos cruzadas sobre o peito, pernas estendidas e (o tal pormenor) um pé cruzado sobre o outro. Muito mais à frente que a malta que dorme em posição estrela-do-mar ou fetal. Ainda assim parecendo coisa para poupar espaço, ajeitadinha e quê, digo já que o centro da cama é meu, sobrando assim a prodigiosa alternativa para a companhia de experimentar a terapia de sono no chão ou dividir-se em dois, ocupando os lados soltos da cama e que poderá ter como nome "a posição do ilusionista".

sábado, 14 de Novembro de 2009

Água na lua?

Portanto:



  • Banho de imersão diário

  • Carro lavado 5x semana

  • Irrigação do jardim (e que se lixe, da rua e das estradas) de manhã e à noite

  • Torneira a pingar noite fora porque o som é envolvente

  • Fantasias várias com pressão da mangueira no máximo realizáveis sem peso na consciência...

Billie Jean

Ou como as coisas se teriam resolvido com um teste de ADN.

Impressionante

...não é o Daniel Oliveira fazer entrevistas (em televisão vale tudo)... o impressionante é haver quem lhe responda.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Falando sem boca

Dou por mim a pensar na percentagem mais-que-muita que a linguagem corporal de um homem exerce sobre a mensagem que transmite. E muitas vezes esquecemo-nos deste detalhe. Que não é palpável nem facilmente descritível sem que passemos algumas horas a observar conscientemente a forma como se move, exprime e mesmo como espera. Admito que não morro de amores pelos nervosinhos que usam demasiado as mãos parecendo velas de moínho em dia de vento de cada vez que argumentam sobre algo. Nem gosto de passinhos apressados ou pernas que se cruzam e reviram na cadeira. Ou tiques no geral, de comichõezinhas aqui e ali quando a conversa aperta nem ritmos batidos na coxa por não terem onde pousar as mãos.

Braços sobre o peito cruzados que me obriguem a desembrulhá-los para aceder a um coração fechado de difícil acesso, passos longos que me transmitam uma ideia de longo-prazo e solidez, gestos seguros e construtivos, demonstrativos da confiança com que leva a vida.
Gosto de homens assim, que sejam totens capazes de me fazer pôr de parte os meus princípios iconoclastas levando-me a adorá-los.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Blhooogues

Coisas que se um dia eu disser agradeço MUITO que me dêem dois estalos, me abanem e digam: "desencarna da menina Ção bicho mau"
  • Que quem tem um blogue há pouco tempo tem de saber respeitar os anciães da net e não dar postas de pescada sem mais nem porquê (como se a antiguidade fosse vinculadora de maior ou menor validade de opiniões).
  • Que quem discorda de algo que publique sofre de inveja (essa podem mesmo fazer-me uma sangria à semelhança do que se fazia há uns anitos porque essa mania da inveja que ataca algumas pessoas nos blogues, comentadores sobretudo, é do mais baixinho que pode haver.)
  • Que o meu sonho é ir a Nova Iorque (esta só mesmo porque já está a atingir a categoria de vómito esta nova mania dessa pseudo Meca dos fashionistas, lembro que a moda há 15 anitos atrás era Ibiza e Paris, depois o Brasil e Punta Canas, vieram as Ilhas Gregas e Cabo Verde... é tudo modinhas, anseio pelo fim desta.)
  • Ah e se chegar ao ponto de questionar a inteligência de alguém só porque estou no estrangeiro e der um ar de sabidice aguda porque eu é que sei, aí sim, por favor, mandem-me mesmo para o 'alho porque é sinal de que estou com falta dele e não dei por isso.