sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Falando sem boca

Dou por mim a pensar na percentagem mais-que-muita que a linguagem corporal de um homem exerce sobre a mensagem que transmite. E muitas vezes esquecemo-nos deste detalhe. Que não é palpável nem facilmente descritível sem que passemos algumas horas a observar conscientemente a forma como se move, exprime e mesmo como espera. Admito que não morro de amores pelos nervosinhos que usam demasiado as mãos parecendo velas de moínho em dia de vento de cada vez que argumentam sobre algo. Nem gosto de passinhos apressados ou pernas que se cruzam e reviram na cadeira. Ou tiques no geral, de comichõezinhas aqui e ali quando a conversa aperta nem ritmos batidos na coxa por não terem onde pousar as mãos.

Braços sobre o peito cruzados que me obriguem a desembrulhá-los para aceder a um coração fechado de difícil acesso, passos longos que me transmitam uma ideia de longo-prazo e solidez, gestos seguros e construtivos, demonstrativos da confiança com que leva a vida.
Gosto de homens assim, que sejam totens capazes de me fazer pôr de parte os meus princípios iconoclastas levando-me a adorá-los.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

Blhooogues

Coisas que se um dia eu disser agradeço MUITO que me dêem dois estalos, me abanem e digam: "desencarna da menina Ção bicho mau"
  • Que quem tem um blogue há pouco tempo tem de saber respeitar os anciães da net e não dar postas de pescada sem mais nem porquê (como se a antiguidade fosse vinculadora de maior ou menor validade de opiniões).
  • Que quem discorda de algo que publique sofre de inveja (essa podem mesmo fazer-me uma sangria à semelhança do que se fazia há uns anitos porque essa mania da inveja que ataca algumas pessoas nos blogues, comentadores sobretudo, é do mais baixinho que pode haver.)
  • Que o meu sonho é ir a Nova Iorque (esta só mesmo porque já está a atingir a categoria de vómito esta nova mania dessa pseudo Meca dos fashionistas, lembro que a moda há 15 anitos atrás era Ibiza e Paris, depois o Brasil e Punta Canas, vieram as Ilhas Gregas e Cabo Verde... é tudo modinhas, anseio pelo fim desta.)
  • Ah e se chegar ao ponto de questionar a inteligência de alguém só porque estou no estrangeiro e der um ar de sabidice aguda porque eu é que sei, aí sim, por favor, mandem-me mesmo para o 'alho porque é sinal de que estou com falta dele e não dei por isso.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Não me apanham noutra

Uma certa estação de rádio (grrrr grrrr) lançou um passatempo (grrr grrrr) que consistia em após inscrição andarmos a atender o telemóvel com uma frase (grrr grrrr) um bocadinho estúpida (grrrrrrrrrrr) num concurso que durou uns dias valentes. Por acaso inscrevi-me (grrrr) e andei a fazer figura de tolinha a atender o telemóvel nas chamadas anónimas com a dita frase. Fui gozada por quem me telefonava, enamorei-me muito de uma das malitas que eram o prémio e não ganhei! Porra que nem quando me esforço para ser uma sô' dona gaja elegante consigo! Sinto-me uma Lucy do Charlie Brown. Uma Monica. Uma Madame Min. Uma Júlia Pinheiro...

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Pingo Doce

...ou a incrível capacidade de encontrarem um fulano com barba 2 em 1. Que é como quem diz corte à António Variações e côr de Pai Natal. Aguardo pelo próximo, sugiro um bigode à Poirot no tom de cabelo da Wanda Stuart.

E gosto tanto da mãozinha no fim a chamar as pessoas. A dizer anda-anda que aqui é que é bom... muito convincente.

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Traição vs Amor

Uma amiga minha é amante de um homem casado. Daqueles que prometem que se vão separar e, já se sabe, não o fazem. Uma outra amiga, está do outro lado do jogo, casou há menos de um ano e o marido confessou-lhe que a tinha traído recentemente com uma cliente. A primeira segue firme num amor por um homem que a engana a ela e à respectiva mulher. A segunda está inclinada a acabar com um amor de anos por um deslize de alguém que. no fundo, foi honesto, que assume o erro e que luta pelo casal, apesar da asneira. Não sendo eu uma grande conselheira, dou por mim a pensar que ambas estão erradas, a primeira por continuar e a segunda por querer terminar. Já aqui manifestei a minha posição em relação a homens casados, para mim, é como se estivessem mortos. Nunca tive atracção por nenhum e acho horrível quem faz questão de os conquistar. É uma questão de princípios, de não estar à espera de um momento tremido, que, já se sabe, num casamento é normal surgir, para, que nem hienas, irem buscar as suas porções só porque o leão descansa um pouco. Nessas coisas sou adepta do jogo limpo, quem não está bem no casamento sai dele e depois faz o que bem entender. Mas por outro lado, no caso da 2ª amiga também acho que o amor deve sempre ser mais forte que as fraquezas. Sendo ela quem detém o futuro dos dois na mão, também me parece que estar a aumentar a importância de algo que foi uma palermice, abdicar de um homem que ama realmente e que está arrependido parece-me uma punição maior que a capacidade de ultrapassar isto e não lhe dar um plano maior que o que merece. Tenho-lhe dito que o ego sente-se ferido mas que mais estaria se ele não se retraísse. Que poderia ter mantido em segredo algo que ela nunca saberia. E mantenho-me na minha posição, a torcer para que se mantenham juntos e a acreditar que se o conseguirem fazer vão ter um novo espaço um para o outro: o de terem conseguido ambos reconstruir o lar depois do terramoto. Já na primeira situação, acredito que nunca se deve pretender construir casas sobre lama.

domingo, 1 de Novembro de 2009

Cheguei lá!

A Puca e a Hello Kitty são alimentadas por via venosa.




Andei indecisa entre essa hipótese e a sonda naso-gástrica. (Mas a posição do braço sempre esticado elucidou-me.)



Sem boca=Sem língua, né? Bye-bye love life.

sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Não caiu no esquecimento...

...o querido transportador de águas, mas reparei que o querido fuma. E eu, não sendo contra, não sou também a favor :(



*e pior, fuma daqueles 100%... NINGUÉM fuma disso.

quarta-feira, 28 de Outubro de 2009

Concluindo...

(... à conta de ter ido recordar o cognome de D. Afonso IV) as mulheres dividem-se em dois grupos: As que nasceram para ser Constança e as que nasceram para ser Inês. Ou como umas comem e calam e outras se lixam. Ou como se vive oco ou se morre cheio.

domingo, 25 de Outubro de 2009

Coisas que nunca fiz

"A insustentável leveza do ser" livro escolhido pelo meu pai para a minha biblioteca (era ele que escolhia a maioria das minhas leituras) li-o penso que com 15 anos e fixei uma imagem de uma mulher que tinha prazer ao sentar-se (andei aqui às voltas com os verbos esfregar, roçar, saciar, eu sei lá, não tenho o livro à mão senão transcrevia) em cima da cabeça do fulano e vir-se no cabelo dele que acho era denso. Isto deita por terra o mito dos carecas. Não explica o porquê de eu apesar de ter alguma curiosidade no acto em si sempre ter gostado de homens de cabelo curto (muito curto) nem sequer da falta de veracidade que há nas pessoas que acham que um livro pode dizer de tudo mas um blogue não. Deve ser a eterna luta papel vs ecrã que permite ser mais ou menos lascivo na escrita. Ou se calhar o género de quem escreve (?) Ou a limitação de quem opina.

Pois

Eu é que sou nhonhó que vê sexo em tudo e lalala, né? Conhecem Orishas? Então vão lá ver se eles não têm uma música chamada "el Rey de la pachacha".

Rest my case.

quinta-feira, 22 de Outubro de 2009

As diferenças e a união

O respeito do indivíduo face aos outros mas sobretudo a si mesmo reside na maneira como se coloca face às diferenças culturais, sexuais, físicas dos que o rodeiam. Quando refiro "respeito a si mesmo" falo concretamente da maneira como se permite enriquecer ao lado de pessoas que não sendo iguais a si lhe permitem ter uma abrangência humana superior por verificar as magníficas possibilidades de que somos feitos: porque há pessoas que gostam de batatas e outras não, porque as há capricórnio e outras aquário, umas que vêem desenhos animados e outras que preferem dramas. Se à partida não ostracizamos ninguém por estas preferências/caracteristicas, porque o fazemos em relação a sexualidade, religião, capacidades?
E ainda que as maiorias sejam umas e não outras temos que aprender que o verdadeiro amor se faz assim, a simplesmente disfrutarmo-nos, a integrarmo-nos e a fazermo-nos uns aos outros felizes o mais que possamos para que numa sociedade tão multi-texturizada não haja olhos pousados no chão por motivos de dor derivada de uma segregação seja ela qual fôr. As nossas crianças não podem mais ser educadas em climas de famílias "tolerantes" porque a tolerância em si me parece ser uma expressão em que alguém releva alguém, em que se suporta alguém, quando a interacção humana não devia comportar nenhuma destas terminologias, devia simplesmente existir sem que nos perseguíssemos uns aos outros descarregando as frustrações pessoais nos que são postos de lado porque a dada altura alguém lhes apontou e fez carregar como fardo a sua diferença. E é feio, é muito feio aproveitarmo-nos da nossa suposta superioridade derivada de pertencermos a um bloco homogéneo e semelhante entre si para nos sentirmos melhores a dada altura das nossas vidas. A verdadeira plenitude humana está no indivíduo que ama o próximo e cuja existência não prejudicou ou atentou contra alguém. Que não se destruam alicerces por nos parecerem frágeis, antes ajudemos a solidificar porque a mão que constrói não destrói. Lembrem aos vossos filhos que não faz mal nenhum terem uma colega que prefere brincar com os rapazes e usar cabelo curto. Que o colega que não fala ainda português ou que tem sotaque e uma fisionomia diferente guarda em si ansiedade de ter novos amigos que brinquem consigo e o ajudem a ter uma infância plena... Todos nos indignamos e lamentamos perante violência mas quantos passos damos nós na nossa vida para a impedir? A maior violência nem sempre é física mas verbal. Mental. E não sendo capazes de desactivar bombas nucleares ou tornar balas em beijos, tenhamos ao menos a capacidade de criar os filhos como seres conscientes e actantes em prol de uma fraternidade entre seres humanos.

terça-feira, 20 de Outubro de 2009

Mensagem subliminar

O refrão da nova música dos fingertips é "do it to my face".





(é preciso escrever mais alguma coisa?)

domingo, 18 de Outubro de 2009

Divagações

A postura de algumas pessoas face ao prazer físico remetendo-o exclusivamente a relações sérias, "garantidas" faz-me lembrar um filme porno que uma vez vi* e em que a protagonista era "squirtada" (banhada de fluidos humanos a torto e a direito) estando nisso uns bons vinte minutos, para depois quando um fulano se lembra de lhe fazer sexo oral se levantar ofendidíssima e ir embora.

*e sim, eu sou uma das mulheres que até vê um filme XXX de vez em quando e assume.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Coisas parvas

É parvo mas não consigo deixar de imaginar, quando alguém está a fazer balões com a pastilha, uma mosca a poisar nela, a ficar colada não conseguindo sair e a ser recolhida boca dentro juntamente com a teia elástica para ser mastigada de seguida.

quinta-feira, 15 de Outubro de 2009

Já está....

Então é assim, peguei em papelinhos pus os nicks e tirei à sorte, sim tive pachorra para isso porque a dada altura o anani-ananão é uma coisa que espalha polémica porque há quem divida as sílabas de uma maneira e outros de outra e não quero ser acusada de batoteira, não é que não seja, mas não gosto que me acusem ;) dos papelinhos temos então o barcarena, o rfpmsilva e o murderoo (estou a pôr sujeitos masculinos mas nem faço ideia do sexo). Vou então recolher-me a vampirizar sobre vós e olha, logo se vê ;)
Dada a adesão e interesse que provocou prometo que repito, tá?